Tom & Elis – Aguas do março

A finales de los años 50 en Brasil se volvió a vivir una revolución musical, unos cuantos jóvenes compositores surgían con la bossa nova, un nuevo género musical que recogía los rasgos distintivos de la samba callejera pero le quitaba el fervor y los tambores, y la levaba a un terreno mucho más íntimo. Los mayores representantes de este género fueron Joao Gilberto, Vinicius de Moraes y Antonio Carlos Jobim. A pesar de algunas críticas iniciales que los tachaban de antimusicales, como lo recogió el propio Joao en su canción “Desafinado”, la bossa se impuso musicalmente tanto en Brasil como a nivel internacional, gracias sobre todo a “La chica de Ipanema” de Jobim en la versión de Joao Gilberto, Stan Getz y Astrud Gilberto.

Pero si hay una canción y un disco definitivos de la bossa nova es este “Aguas do Março” y el LP que la contenía “Elis & Tom”. Dos de los gigantes de la música brasileña se unían para crear la que fue nombrada mejor canción brasileña en una encuesta publicada por el periódico más importante de Brasil el “Folha de Sao Paulo”. La versión con la que os dejo es en directo de 1974, el año de su publicación, en la que la química que desprenden Regina y Jobim mirándose a los ojos mientras cantan es capaz de derretir una barra de acero.

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é um laço, é o anzol
É peroba no campo, é o nó da madeira
Caingá candeia, é o matita-pereira
É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mao, pedra de atiradeira
É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho
É um estepe, é um prego, é uma conta, é um conto
É um pingo pingando, é uma conta, é um ponto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
Este artículo pertenece a las siguientes categorías: 70's - Bossa - Tom & Elis
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